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Tesouro Direto: Entenda como funciona de uma vez por Todas.

Tesouro DiretoO Tesouro Direto hoje é um dos investimentos mais seguros no mercado brasileiro, trazendo atualmente altas rentabilidades, baixo risco e alta liquidez, uma junção perfeita para quem quer iniciar nos investimentos ou tirar o dinheiro da poupança.

Mas para quem é novo e não sabe como funciona o Tesouro Direto e quais os meios de investir e qual o retorno que se pode ter investindo nele, podem surgir algumas dúvidas.

O que é o Tesouro Direto?

O Tesouro Direto foi criado em 2002 pelo Governo Federal para arrecadar dinheiro para sanar dívidas e investir em infraestrutura e outras necessidades que o Brasil possui, como saúde, segurança e educação. A gestão dos títulos públicos fica a cargo do Tesouro Nacional.

O Tesouro, ao emitir os títulos públicos, permite que pessoas físicas e jurídicas “emprestem” dinheiro para o Governo em troca de rendimentos futuros. Basicamente, o sistema do Tesouro Direto funciona assim.

Como funcionam as taxas de juros do Tesouro Direto?

Os títulos do Tesouro são conhecidos como renda fixa, mesmo quando investidos através da B3. O objetivo desses títulos é oferecer uma renda contínua e estável, independentemente das oscilações do mercado, principalmente em comparação com os investimentos de renda variável.

Um dos títulos do Tesouro é o Tesouro Selic, que está vinculado à taxa básica brasileira, a Selic. A taxa da Selic é controlada pelo Banco Central e a cada 45 dias ocorrem reuniões do Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central para determinar qual será a taxa da Selic, levando em consideração os resultados apresentados pelo governo e pelo mercado, principalmente para combater a inflação.

Se a taxa Selic diminuir após você ter investido no Tesouro Selic, o seu rendimento será menor? A resposta é sim. Seu rendimento será afetado, então é preciso ficar atento para saber se a taxa vai diminuir, aumentar ou se manter, e avaliar se é viável continuar investindo no Tesouro Selic.

Atualmente, a taxa Selic está em 13,75% ao ano. Apenas para você ter uma ideia, a taxa Selic em janeiro de 2021 estava em 2%, ou seja, houve um acréscimo de 11,75% na taxa básica ao longo desse período, equivalente a um pouco mais de 10 reuniões do COPOM.

Quais títulos públicos existem no Tesouro Direto?

De 2002 a 2022, o Tesouro tinha 3 tipos de títulos públicos: Tesouro Selic, Tesouro Prefixado e Tesouro IPCA. No entanto, em 2022 foi decretada a existência de mais um título, o Tesouro RendA +, que entrou em vigor apenas em janeiro de 2023 para aplicações.

Tesouro Selic

Como mencionado anteriormente, ele é um dos títulos do Tesouro que oferece investimentos de acordo com a taxa Selic. Ele também é conhecido como título pós-fixado. Entre os demais, ele se compara com a rotatividade do Tesouro IPCA, sobre o qual falaremos a seguir.

Tesouro IPCA

Esse título é considerado por muitos investidores como o melhor investimento de renda fixa do mercado, porque é um título híbrido, combinando elementos pré-fixados e pós-fixados.

A parte pré-fixada do título é uma taxa fixa, e a parte pós-fixada é baseada no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que basicamente representa a inflação do país.

Dessa forma, o título é apresentado da seguinte maneira: por exemplo, Tesouro IPCA+5,28%, o que significa que o título renderá para você a inflação, protegendo seu dinheiro da perda do poder de compra, mais uma taxa fixa de 5,28% ao ano.

O Tesouro IPCA é composto por dois tipos de títulos: o IPCA mencionado acima e o IPCA + Com Juros Semestrais. Eles funcionam da mesma forma, porém o IPCA + Com Juros Semestrais paga juros periodicamente por meio de cupons a cada 6 meses.

Tesouro Prefixado

Esse título difere do Tesouro Selic, pois possui uma taxa fixa determinada durante o ano, que não muda independentemente dos acontecimentos no mercado.

Ao investir em um Tesouro Prefixado a 11% ao ano, por exemplo, ele renderá os mesmos 11% até o vencimento do título.

A grande vantagem desse título é que você saberá quanto seus investimentos renderão até o prazo, pois a taxa não se altera.

No entanto, caso você resgate antecipadamente o investimento, poderá perder dinheiro devido à marcação de mercado. Por exemplo, se você investiu em um ano com a taxa em 10% e deseja resgatar em um ano com a taxa em 12%, o valor total do título será reduzido.

Mas se acontecer o contrário, ou seja, se você investiu com uma taxa de 12% e, na próxima atualização, ela cair para 10%, e você desejar resgatar antecipadamente, seu título terá um valor maior, pois renderá mais do que os outros títulos disponíveis no mercado naquele momento.

Essa marcação de mercado ocorre com os títulos prefixados e híbridos, enquanto os títulos atrelados à taxa Selic não correm riscos ao solicitar o resgate antecipado, pois a taxa varia frequentemente.

Assim como o Tesouro IPCA, também existem os prefixados com juros semestrais, que, ao contrário do tradicional, pagam os rendimentos a cada 6 meses antes do vencimento.

Tesouro RendA +

Esse título é novo no mercado e, como mencionado anteriormente, entrou em vigor neste ano de 2023. Ele é indicado para quem deseja investir a longo prazo. O propósito desse título é oferecer ao investidor uma renda mensal semelhante a uma aposentadoria.

Para visualizar os resultados do título, é necessário acumular capital, e é possível programar os investimentos para não se esquecer de aplicar. Assim, o seu dinheiro terá uma taxa semelhante à do Tesouro IPCA, com uma taxa fixa mais a taxa de inflação, garantindo proteção contra a perda do poder de compra e uma taxa de lucratividade anual.

Ao chegar na data de vencimento, você receberá seu investimento e os rendimentos pagos durante 20 anos, parcelados em 240 meses, concretizando a ideia do título de gerar uma renda mensal, como uma aposentadoria.

O Tesouro RendA + possui uma carência diferente dos outros títulos, que têm carência de 30 dias. O Tesouro RendA + tem uma carência de 60 dias, o que significa que você não pode resgatar o investimento antes desse prazo de 60 dias.

Falando sobre carência, vamos abordar as tributações que os títulos possuem.

Quais tributações existem no Tesouro Direto?

O grande “mal” dos títulos do Tesouro Direto é o imposto de renda, que é difícil de evitar, mas é possível pagar menos imposto de renda ao longo do tempo.

Vamos lá: caso você aplique seu dinheiro e deixe-o por;

  • Até 180 dias, você pagará imposto de renda sobre os rendimentos a uma taxa de 22,5%.
  • De 181 dias a 360 dias, você pagará imposto de renda sobre os rendimentos a uma taxa de 20%.
  • De 361 dias a 720 dias, você pagará imposto de renda sobre os rendimentos a uma taxa de 17,5%.
  • E acima de 721 dias, você pagará imposto de renda sobre os rendimentos a uma taxa de 15%.

Em outras palavras, quanto mais tempo você mantiver o seu investimento, menos imposto de renda pagará.

Também há a taxa de custódia, que para a maioria dos títulos é de 0,20% ao ano sobre o patrimônio investido. No entanto, o Tesouro Selic é isento de taxa de custódia após 10 mil reais investidos, enquanto o Tesouro RendA + possui uma taxa de custódia variável ao longo do tempo, seguindo uma variação semelhante à do imposto de renda.

  • Até 120 meses, a taxa de custódia sobre o patrimônio é de 0,50% ao ano.
  • De 121 meses a 240 meses, a taxa de custódia sobre o patrimônio é de 0,20% ao ano.
  • Mais de 241 meses, a taxa de custódia sobre o patrimônio é de 0,10% ao ano.
  • Até o vencimento, não há taxa de custódia.

Além disso, se a soma de seus rendimentos ultrapassar 6 salários mínimos, haverá uma taxa de custódia de 0,10% sobre os rendimentos. No entanto, se seus rendimentos não ultrapassarem 6 salários mínimos, nenhuma taxa de custódia será cobrada.

Ao investir por meio de uma corretora ou banco, é importante observar se há cobrança de taxa de administração ou corretagem. Vale ressaltar que muitas corretoras não cobram esse serviço para o Tesouro Direto.

Investir no Tesouro Direto é seguro?

O grande risco é o governo não pagar seus investimentos, o que ocorreria se o governo quebrasse ou desse o famoso calote. A possibilidade disso acontecer é muito pequena, por isso investir no Tesouro Direto é considerado seguro.

Muitos investidores veem o Tesouro Direto como um refúgio seguro para seus investimentos, principalmente em momentos de crise econômica ou incertezas no mercado financeiro.

No entanto, é sempre bom lembrar que, como todo investimento, existe um risco. Embora o risco de calote seja mínimo, é importante estar ciente de que o valor dos títulos do Tesouro Direto pode oscilar de acordo com as condições do mercado, principalmente dos títulos pré-fixados e híbridos.

Quanto rende meus investimentos no Tesouro direto?

No mercado há inúmeros títulos do tesouro com taxas que variam e com vencimentos a curto, médio e longo prazo.

Mas primeiro você deve se perguntar qual é o seu objetivo, um objetivo para longo prazo consequentemente o seu investimento terá uma rentabilidade maior, enquanto a curto ou médio prazo, terá uma rentabilidade um pouco menor.

Tesouro Direto

Tela inicial do Site

E no site do Tesouro direto tem o simulador, onde você pode fazer simulações com títulos atuais do mercado. Informando qual a sua finalidade nos investimentos.  Para quem já investiu no tesouro é possivel ver o histórico e futuras rentabilidades dos titulos adquiridos. Basta acessar com login do Gov.br.

Tesouro Direto

Simulador dos Titulos Publicos do Tesouro Direto

Conclusão

O Tesouro Direto oferece diversas opções de títulos públicos, cada um com características específicas que atendem a diferentes perfis de investidores.

Antes de investir, é importante entender as particularidades de cada título, como o Tesouro Selic, Tesouro IPCA, Tesouro Prefixado e o novo Tesouro RendA +, bem como as taxas de juros, tributações e riscos envolvidos.

Para tomar uma decisão de investimento informada, recomenda-se consultar especialistas financeiros e considerar seus objetivos financeiros pessoais, horizonte de investimento e apetite por risco.

Lembre-se também de que o Tesouro Direto é um investimento de longo prazo e que é fundamental diversificar sua carteira de investimentos, buscando outras opções além dos títulos públicos, para alcançar uma estratégia de investimento mais equilibrada e potencialmente rentável.

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